Análise do Debian 7 Wheezy

Postado em debian, Linux com as tags em 10/05/2013 por fflush

A última versão estável do Debian, a 7.0 ( Wheezy ) foi lançada no último dia 04/05/2013 e isso é sempre um grande acontecimento pois trata-se da principal distribuição em atividade hoje em dia, pois a maioria das distribuições tem origem no Debian, então quer vocẽ goste ou não da distribuição, é inegável que ela dita tendências.

No site oficial há uma descrição dos novos recursos (alguns muito interessantes como o suporte a multiarquitetura), mas ainda não tive tempo de testar, o que vou descrever aqui são as impressões que tive em 5 dias de uso no trabalho.

De cara, a grande suspresa é o ambiente gráfico padrão, muito se disse com relação ao Debian abandonar o Gnome e adotar o Xfce, etc, mas isso não aconteceu, o Gnome3 é o ambiente gráfico padrão da distribuição. Entretanto pode-se optar por usar o modo clássico (Gnome classic) na janela de login. Nesta opção tem-se um desktop muito parecido com o tradicional Gnome 2x. Se ainda assim não agradar é possível baixar dos repositórios KDe, Xfce, Lxde, etc, porém Mate, Cinnamonn e Unity não estão disponíveis, devem ser instalados apartir de repositórios de terceiros. O mesmo vale para softwares populares em outras distribuições como Skype, Firefox, Thunderbird, etc. Nesta questão dos repositórios o Debian continua o mesmo, sendo bem criterioso e permitindo apenas pacotes muito estáveis e que se adequam a sua política de licenciamento.

Estabilidade e performance continuam nota 1000, o sistema não trava e é muito rápido, mesmo rodando o Gnome Shell não ocorreram bugs e lentidão experimentadas em outras distribuições.

Também não temos nada de Upstart, Plymouth, Lightdm, e outras coisa que foram vistas em outras distribuições recentes. Tudo continua com a mesma filosofia de se fazer um sistema incrivelmente simples e MUITO estável.

Concluindo, o Debian continua sendo a paltaforma Linux universal, onde vocẽ tem a liberdadee de configurar o sistema que você desejar para a finalidade que precisar.

debian_7_wheezy

debian_7_wheezy

debian_7_wheezy

debian_7_wheezy

 

Acesso externo ao Mysql (bind-address)

Postado em debian, Linux com as tags , em 06/05/2013 por fflush

Se você instalou o Mysql no Debian, Ubuntu ou derivados e esta tentando se conectar externamente (mesmo que seja pela rede local) deve estar recebendo uma mensagem de erro ‘_mysql_exceptions.operationalerror’ .

Para resolver este problema abra o arquivo my.cnf que está em /etc/mysql e comente a linha bind-address = 127.0.0.1.

Reinicie o mysql.

Evidentemente esta dica se aplica para os casos em que um usuário com acesso externo já esteja cadastrado no Mysql. Se ainda não tem, veja exemplo abaixo para adicionar o usuário “teste” com controle administrativo total quando logado no cliente “192.168.0.15″:

mysql> CREATE USER 'teste'@'192.168.0.15' IDENTIFIED BY 'senha';
mysql> GRANT ALL PRIVILEGES ON *.* TO 'teste'@'192.168.0.15' WITH GRANT OPTION;

Razor-qt Desktop

Postado em Linux com as tags , em 26/03/2013 por fflush

Um novo projeto desktop tem chamado a atenção no mundo Linux, trata-se do Razor-qt, uma alternativa leve e simples ao KDE.
Inicialmente pensei até tratar-se de um fork do excelente KDE 3 (me confundi com o Trinity desktop), mas na verdade, trata-se de um novo ambiente desktop desenvolvido do zero, mas que também utiliza a lib QT.

Utilizei o Razor-qt no Mint 13, instalando-o atraves do seguinte PPA:

sudo add-apt-repository ppa:razor-qt

sudo apt-get update

sudo apt-get install razorqt

Repare que o Lightdm será instalado, mas mantive o Mdm com display manager padrão e o mesmo foi capaz de carregar o Razor-qt sem problemas.
Também instalei uma série de aplicativos QT para testar (Dolphin, Amarok, Okular, Konqueror, K3b, etc…)  pois é de conhecimento de todos que aplicações desenvolvidas em GTK perdem um pouco de desempenho quando utilizadas em um ambiente QT e vice versa.
Utilizando o ambiente percebemos que trata-se de algo bem espartano mesmo, mais até que o Lxde, porém bem mais bonito. O Razor-qt é composto apenas pelo ambiente desktop (painel, lançador de aplicações, sessão) e alguns poucos aplicativos de configuração, não há gerenciadores de arquivo, editores de texto, emuladores de terminais, e outras aplicações básicas que costumam compor até os ambientes mais básicos como Lxde e Xfce. Quanto ao desempenho estranhei o fato de ele consumir cerca de 100 MB de memória a mais que o LXDE executado na mesma máquina, chegando próximo do consumo do Mate, o que, teoricamente, não o torna uma boa opção para máquinas antigas, como promete no proprio site do Razor-qt.

Inicialmente ele foi executado com o Metacity como Window Manager e apresentou alguns travamentos. Então instalei o Kwin:

sudo apt-get install kde-window-manager
 

Reiniciando o ambiente com o Kwin, o mesmo tornou-se estável e ficou ainda mais parecido com o KDE, sem nenhuma perda de desempenho.

No geral, o ambiente já está bem evoluído e estável. Como imaginado, as aplicações QT são carregadas muito rapidamente e os programas GTK demoram um pouco mais. Acredito que o desktop encontrará seu nicho de usuários naquelas pessoas que preferem ou precisam utilizar aplicações QT específicas, mas acham o ambiente KDE pesado ou extenso demais. É muito bom ter mais uma opção de desktop enxuto e desta vez desenvolvido em QT. Isso só aumenta as já inúmeras opções do mundo Linux.

razor-qt

Ambiente Razor-qt com gerenciador de arquivos Dolphin e K3b

A Verdade Por Trás do Deficit de Funcionários de TI

Postado em Uncategorized com as tags , em 26/02/2013 por fflush

Há uns quinze anos eu escuto a mesma coisa, o mercado de TI no Brasil tem um grande defict de funcionários qualificados para preencher as milhares de vagas disponíveis.

Entre notícias encomendadas, números duvidosos e teorias suspeitas para explicar este “fenômeno” todos citam a falta de qualificação, falta de fluência em alguma língua estrangeira, surgimento de novas tecnologias, etc, mas ninguém fala sobre o óbvio: o mercado brasileiro valoriza muito mal os profissionais de TI. Quando se diz valorização, não estou falando apenas de remuneração, o dinheiro conta sim e os profissionais de TI são muito mal remunerados no nosso país. Não há piso definido para a categoria, na verdade nem existe uma definição correta de funções, mas para se ter idéia do problema, no geral, as empresas gastam mais com cafezinho do que com profissionais de TI.

As empresas não tem a real noção do quão importante este profissional é, elas ainda enxergam TI como Infra, ou seja, da mesma forma como enxergam serviços como fornecimento de energia e telefone. Acontece que TI é muito mais que isso, envolve todos os processos, informações, documentos e conhecimento da empresa.

Empresas onde a tecnologia da informação é tratada como Infra, tem grande perda de performance em sua comunicação e processos internos, mas os gestores e diretores não enxergam desta forma, acham que sistemas são como a rede elétrica, ligou, não deu curto, então funcionou. Com este pensamento eles subestimam a inteligência e a importância do profissional de TI, tratando-os como peças secundárias na empresa.

É necessário tratar TI como os demais departamentos, definir claramente funções, responsabilidades, remuneração e hierarquia. Nada de pedir para seu desenvolvedor administrar a rede ou para o suporte arrumar a cafeteira. Deve-se incluir os analistas nas reuniões de projetos relacionados a TI e não decidir tudo com base no “achômetro” e depois pedir para TI implementar.

Empresas que já entenderam que TI é fundamental para o negócio e valorizam estes profissionais de acordo, não tem problemas em contratar bons profissionais (ainda que tenham que treina-lo, o retorno é garantido), as demais, continuarão a sofrer com a falta de mão de obra, mas devido apenas a sua falta de visão.

Virtualização

Postado em dicas com as tags , em 26/02/2013 por fflush

Tenho certeza que vocês já ouviram falar em virtualização e já devem ter virtualizado algum PC pelo menos uma vez. Não vou descrever as óbvias vantagens da virtualização aqui ou explicar um passo-a-passo, pois é tudo muito intuitivo. Apenas deixarei algumas dicas.

1-Se você escolheu usar o Virtual Box e está tendo um péssimo desempenho, com o sistema virtualizado muito lento, provavelmente seu computador tem processador de apenas um núcleo, neste caso utilize o Vmware Player, ele tem um desempenho bem melhor, inclusive em máquinas single core e sem nenhum recurso de virtualização no processador. Nestas máquinas a diferença é gritante, não estou exagerando.

2-O VMware também facilita a instalação em sistemas Linux, onde é necessário que o kernel carregue drivers de virtualização, ele automaticamente instala estes drivers, baixando os kernel headers e subindo este driver automaticamente. Se você usa Ubuntu, Mint ou alguma distribuição mais amigável não precisa se preocupar, mas do contrário isso pode lhe poupar algumas horas.

3-Sempre configure a rede no modo bridge, dessa foram a máquina virtualizada fará parte da mesma rede que a máquina hospedeira e você poderá compartilhar recursos de ssh, ftp,http, etc entre eles.

Copiar vários arquivos de uma determinada extensão no Linux

Postado em dicas, Linux com as tags em 29/01/2013 por fflush

Dica rápida para copiar de uma só vez vários arquivos de uma determinada extensão no Linux:

find diretorio_de_origem -name "*.txt" -print | cpio -pdv diretorio_de_destino

Ex:

find /home/jp/docs -name "*.txt" -print | cpio -pdv /home/jp/bkp

Um Ano Sem Reboot

Postado em debian, debian lenny, Hardware, Linux com as tags em 12/12/2012 por fflush

Não é para qualquer S.O. não, um ano rodando sem reboot é para poucos. E esta máquina não é nenhum server esquecido com meia duzia de acessos por dia não, trata-se de um server LAMP, que roda um sistema com acessos multiplos de 150 usuários por dia. Manipula uma base de dados com alguns milhões de registros e roda diversos serviços  em background madruga adentro.
Como meu trabalho depende 100% desta máquina, meus sinceros agradecimentos a equipe de desenvolvimento do Debian.

um_ano_sem_reboot

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