Análise do Linux Mint 12 Versão Gnome3

Depois de utilizar por quase um ano a excelente versão 11, chegou a hora de testar o Linux Mint 12, o primeiro baseado no Gnome3.

O Gnome3 tem divido opiniões desde o seu lançamento, por mudar de forma radical, a maneira de usarmos o desktop, em uma clara tentativa de se adaptar para dispositivos móveis ou que utilizam touch screen como principal interface. Independente de ser ou não melhor que o Gnome2, acredito que mudanças radicais não devem ser incorporadas em projetos estáveis e de grande uso pela comunidade. Existe uma resistencia em apenas manter um software estável, os desenvolvedores ficam afoitos para incorporar recursos e as vezes erram a mão. Acredito que o pessoal do Gnome deveria ter feito como o KDE, que criou um projeto a parte para seu desktop para dispositivos móveis, o Plasma.

Já havia testado por pucas horas o Gnome3 no Fedora e comprovei o que Linux Torvalds disse recentemente ( http://tecnoblog.net/72647/gnome-3-linus-torvalds/ ), muitas coisa básicas que fazemos no dia-a-dia, sem nem perceber, mudaram (e para pior) no Gnome3.  É preciso dar muito mais cliques para executar tarefas rotineiras. Também não me adaptei nem um pouco a falta da barra de tarefas e menu de aplicações. Mas até ai tudo bem, é questão de costume. Além do mais, esta primeira experiência baseou-se numa versão pura do Gnome3, e o Mint 12 vem com uma série de aplicativos (chamados de Mint Gnome Shell Extensions) para deixar o Gnome3 mais próximo de um desktop tradicional, entre eles a barra de tarefas e o Mint Menu.

E a primeira impressão foi boa, um desktop bonito e com o estilo Linux Mint já conhecido (Mint Menu, barra de tarefas, etc). A performance caiu um pouco, ele é visivelmente mais lento que o Mint 11, mas até aí tudo bem. Também vem com aplicações atualizadas, thunderbird, Firefox, Libre Office… tudo beleza.

Vamos dar uma olhada no gerenciador de arquivos e opa! Cadê os botões acima, voltar, home… não tem! Verifiquei em todas as configurações e não encontrei. Pesquisei na internet e realmente essas opções foram removidas ( http://www.omgubuntu.co.uk/2012/07/is-the-new-nautilus-a-step-in-the-direction-poll ).

O gerenciador de arquivos é crucial em um ambiente gráfico, a situação do novo Nautilus é tão grave que até mesmo o pessoal do Mint e do Ubuntu está estudando substituí-lo. Tive que recorrer a um aplicativo do Mate, o Caja File Manager, antigo Nautilus do Gnome2. E se o Mint não viesse também com o Mate?

Mais algumas horas de uso e percebo que vários aplicativos de configuração do sistema ( http://projects.gnome.org/gst/ ) foram modificados e para pior (como a assitente para adicionar impressoras que já comentei aqui no blog). Ou seja, com poucos dias de uso eu já havia sido obrigado a recorrer a vários aplicativos Gnome2 (Mate) e ainda não havia percebido nenhuma vantagem no Gnome3. Foi então que o modo gráfico começou a ficar instável e a travar com frequencia. Foi a gota d’agua. Baixei o Xfce e encerrei meus testes com Gnome3.

Conclusão, fuja (por enquanto) de qualquer distribuição com o Gnome3! O pessoal do Mint está trabalhando muito para oferecer um desktop moderno e ao mesmo tempo com um mínimo de usabilidade, mas está difícil, o Mint Gnome Shell Extensions evolui para o Cinnamon, um ambiente gráfico completo mas ainda baseado no Gnome Shell e seu gerenciador de janelas Muter. Espero que o objetivo seja atingido (não é difícil, pois o pessoal do Mint é realmente muito bom).

Espero em breve testar o Mint Cinnamon e ter uma boa surpresa!

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