Análise do Linux Mint Lxde 12

Nos últimos dois anos o Linux Mint tornou-se minha principal distribuição e referência no ambiente desktop. Tendo como avô a principal distribuição de todo o mundo Linux (Debian) e como pai a principal referência em Linux no desktop (Ubuntu) ele ainda tem algumas aplicações personalizadas para o desktop que resultam na melhor versão do Gnome da série 2x. Além disso já inclui na instalação padrão, codecs de áudio e vídeo e o Gnu Toolchain.

Sou um grande fã de softwares simples e que poupam recursos de hardware, já havia usado o Lxde e o Xfce em outras distribuições. As duas são bem parecidas, o Lxde é um pouco mais leve, o Xfce tem um visual mais moderno, mas no geral há um empate.

O fato é que devido a liberdade do software livre podemos a partir de uma instalação básica do Debian, fazer nossa própria distribuição leve, usando o Lxde ou o Xfce como interface padrão (o que nos poupa em média 40% de recursos do hardware com relação ao Gnome e o Kde – baseado em meus testes pessoais) e os principais aplicativos dos dois (PCManFM, Xfburn, Lxtask, leafpad, Thunar, etc) e mais os aplicativos mais complexos do Gnome como Gedit, Nautilus, Brasero, Evolution, etc, combinados para melhor produtividade, pois são todos baseados no mesmo toolkit gráfico, o Gtk, o que mantém o consumo de recursos de hardware estável.

E se você não quiser ter este trabalho de configurar o Debian desta forma, o pessoal do Mint resolve seu problema,  o Mint Lxde traz, a interface leve, programas de ambas combinados (Xfburn, PCManFM, Leafpad) e ainda todas as personalizações que o tornam o Mint tão bem acabado como descrito no primeiro parágrafo.

A instalação não tem nenhum segredo e a máquina escolhida (um modesto Celeron 430 single Core de 1.8 Ghz e 1024 MB de ram) está com folga de recursos, o que me faz concluir que a ditro poderia ser instalada tranquilamente num antigo Pentium 3, apartir de 1Ghz e 512 MB de ram. Na verdade pretendo fazer um teste parecido assim que tiver um tempo de sobra, tenho um Pentium 3  866 Mhz e 256 MB de ram encostado aqui em casa e ele será a cobaia.

O reconhecimento de hardware foi completo, o idioma foi setado corretamente, os repositórios de programas são so mesmos da versão principal do Mint.

O pacote de ferramentas de sistema também é satisfatório, incluindo ferramentas gráficas para backup, configuração de rede, Firewall, atualização do sistema, etc.

O browser padrãoé o Firefox, o cliente de e-mail é o Thunderbird e o LibreOffice não está incluso. Como alternativa temos o AbiWord e o Gnumeric, mas isso não chega a ser um problema, pois o mesmo pode ser baixado a qualquer momento.

Java, Flash, suporte a mp3, avi e demais codecs também estão configurados por padrão.

O ganho no desempenho se confirmou, a máquina fica com aproximadamente 40% mais recursos livres do que com a versão Gnome.

A única limitação encontrada é referente a gravação de dvds. O xfburn, instalado por padrão, não grava dvds de vídeo, no formato a ser executado nos players domésticos. Tentei a opção obvia, o Brasero, mas o mesmo trava no momento de se criar o projeto. Será necessário buscar novas opções.

Concluindo, o pessoal da distro fez um excelente trabalho, na verdade, após 2 meses utilizando o sistema ainda não senti falta significativa do Gnome e em tempos de novos (e duvidosos) modelos de interface gráfica (como o Gnome3 e o Unity) usar o Lxde é uma ótima opção, afinal são projetos com um melhor documentação e mais bem testados que os forks Mate, Trinity, etc.

Desktop Lxde

Desktop Lxde

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s