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Trinta anos do projeto GNU

No ano de 2013 comemoramos os trinta anos de existência do projeto GNU.

Qual a importância disso? Onipresença!

Deixando de lado o ativismo, que hoje é a principal característica do movimento e se focando apenas no lado técnico, podemos dizer que praticamente tudo relacionado a tecnologia da informação hoje em dia usa direta ou indiretamente alguma ferramenta ou conceito desenvolvido pelo projeto GNU.

Embora sistemas operacionais para desktops sejam dominados pela Microsoft, estes nada são sem acesso a internet, e no backend da web, o software livre domina. De servidores web, ftp, dns e e-mail até a febre das redes sociais e conteúdo gerado pelo usuário, o domínio do software livre é total. Exemplos? Apenas três: Google, Facebook e WordPress.

Google e Facebook embora tenham uma postura totalmente inversa aos ideais GPL, são duas das empresas que melhor tiraram proveito das ferramentas livres, utilizando e modificando versões do Apache, Php, Python e todo o tipo de software Linux em seus negócios. Consegue imaginar a Web sem estas duas empresas? Que outra empresa hoje desenvolve ferramentas web tão inovadoras e em tamanha quantidade quanto o Google? Que empresa concentra e processa tamanha base de dados em milionéisimos de segundos como o Facebook? Em que pé estas duas estariam se tivessem que desenvolver todas as suas ferramentas do zero ou baseadas em soluções de empresas de software proprietário?

E quanto ao Linux, o principal nome do software livre mundial? Linus utilizou boa parte da Gnu Toolchain para desenvolver seu kernel e provavelmente não teria conseguido sem ela.

Também não podemos deixar de citar os milhões de dispositivos embarcados que utilizam alguma versão do Linux, dos mais simples roteadores até smartphones Android.

A lista poderia continuar por muito tempo, mas vocês já tiveram uma ideia, certo? O fato é que o acesso ao código fonte e o desenvolvimento colaborativo impós uma agilidade fora do comum ao desenvolvimento de software, em uma escala que nem mesmo empresas gigantes do porte de IBM e Microsoft poderiam manter.

Trata-se do mais importante e influente projeto de software já criado.

Conceitos e ferramentas criados pelo projeto GNU:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_GNU

Site da Free Software Foundation:
http://www.fsf.org/

Depoimento de Stephen Fry:
https://www.gnu.org/fry/

A Verdade Por Trás do Deficit de Funcionários de TI

Há uns quinze anos eu escuto a mesma coisa, o mercado de TI no Brasil tem um grande defict de funcionários qualificados para preencher as milhares de vagas disponíveis.

Entre notícias encomendadas, números duvidosos e teorias suspeitas para explicar este “fenômeno” todos citam a falta de qualificação, falta de fluência em alguma língua estrangeira, surgimento de novas tecnologias, etc, mas ninguém fala sobre o óbvio: o mercado brasileiro valoriza muito mal os profissionais de TI. Quando se diz valorização, não estou falando apenas de remuneração, o dinheiro conta sim e os profissionais de TI são muito mal remunerados no nosso país. Não há piso definido para a categoria, na verdade nem existe uma definição correta de funções, mas para se ter idéia do problema, no geral, as empresas gastam mais com cafezinho do que com profissionais de TI.

As empresas não tem a real noção do quão importante este profissional é, elas ainda enxergam TI como Infra, ou seja, da mesma forma como enxergam serviços como fornecimento de energia e telefone. Acontece que TI é muito mais que isso, envolve todos os processos, informações, documentos e conhecimento da empresa.

Empresas onde a tecnologia da informação é tratada como Infra, tem grande perda de performance em sua comunicação e processos internos, mas os gestores e diretores não enxergam desta forma, acham que sistemas são como a rede elétrica, ligou, não deu curto, então funcionou. Com este pensamento eles subestimam a inteligência e a importância do profissional de TI, tratando-os como peças secundárias na empresa.

É necessário tratar TI como os demais departamentos, definir claramente funções, responsabilidades, remuneração e hierarquia. Nada de pedir para seu desenvolvedor administrar a rede ou para o suporte arrumar a cafeteira. Deve-se incluir os analistas nas reuniões de projetos relacionados a TI e não decidir tudo com base no “achômetro” e depois pedir para TI implementar.

Empresas que já entenderam que TI é fundamental para o negócio e valorizam estes profissionais de acordo, não tem problemas em contratar bons profissionais (ainda que tenham que treina-lo, o retorno é garantido), as demais, continuarão a sofrer com a falta de mão de obra, mas devido apenas a sua falta de visão.

Revolução Tecnológica… será?

Hoje em dia é assim, a palavra “tecnologia” está na moda, qualquer produto que se ligue na tomada é “tecnológico”. Qualquer coisa que tenha um display de LCD é uma revolução digital, qualquer serviço lançado na internet torna-se indispensável e candidato a matar todas as tecnologias que surgiram antes dele.

Vivemos a era “pós-pc”, tudo é móvel, multiplataforma, tudo funciona a qualquer hora em qualquer lugar.

Não é isso que você escuta a todo momento nos comentários dos leitores dos blogs? Qualquer hardware ou software com mais de 6 meses é considerado antiquado para essa galerinha…

Então porque será que em pleno ano de 2012, para fazer transações financeiras pelo site do Banco do Brasil eu preciso:

1-Usar somente sistema operacional Windows.
2-Baixar e instalar um software que para ser totalmente processado precisa que o computador seja reiniciado 2 vezes.
3-Me dirigir a um caixa eletrônico do Banco do Brasil, cadastrar uma senha para uso via internet, cadastrar meu celular para que eu recebe por ele um código de liberação toda vez que queira efetuar uma operação no site pelo meu PC.

Isso porque o mercado financeiro é quem mais investe e cria vagas no setor de tecnologia da informação no Brasil.

Isso porque o site do Banco do Brasil é desenvolvido na “plataforma” (não chame apenas de “linguagem” senão os fanboys ficam ofendidos) Java que há anos nos promete ser multiplataforma e independente de S.O.

Isso porque todo desenvolvedor de software tem decorado um discurso sobre como os Patterns, os Frameworks, o uso semantico do HTML, o Javascript não obstrutivo, o Pair Programming, o Extreme Programming e muitos outros mais nos ajudam a desenvolver apenas as regras de negócio e não precisamos mais nos preocupar com tarefas rotineiras como desempenho, segurança, portabilidade, etc…

E ainda assim o sistema de um dos maiores bancos do Brasil (sexta maior economia do mundo, sede das olimpíadas e da Copa) é tão absurdamente ruim!

Alguma coisa saiu errado, não?

Modulo de Segurança Banco do Brasil - Primeiro pedido de restart

Modulo de Segurança Banco do Brasil – Primeiro pedido de restart

Modulo de Segurança Banco do Brasil - Segundo pedido de restart

Modulo de Segurança Banco do Brasil – Segundo pedido de restart